O sonho comanda a mota...
terça-feira, 17 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
A Partida
A viagem começou dia 30.06 como previsto, rumo a Toledo e dormida em Aranjuez.
A saída, com amigos, junto ao meu "escritório", o café Capitulo...




O Trio PEP - Paulo R Santos, Eu e Paulo Estevinha.

O cartaz deixado por outros amigos, ausentes...

O guerreiro também tem direito de comer qualquer coisa a caminho de Toledo,

Apanhamos pelo caminho quase as 4 estacões, mas correu tudo bem.
Chegamos um pouco tarde a Toledo








e aconteceu-me o primeiro percalço...
Quando precisei, tinha a bateria suplente da maquina fotográfica descarregada.
Assim, parte das fotografias que tirei foram com as maquinas dos meus amigos, Paulo R Santos e Paulo Estevinha. Constatei, na pratica, que é mesmo verdade as baterias poderem descarregar junto de telemoveis...
Aproveito para esclarecer que é a primeira vez que estou a fazer um blog, nomeadamente, na hora e dentro dos condicionalismo inerentes à circunstancia. Esta falha da bateria, logo no primeiro dia, é imperdoável...mas fez parte da inexperiência.
Daqui seguimos para Aranjuez








Os Paulos em Aranjuez

Como ontem não tive net e hoje até não é má, aproveito e vou dar início ao segundo dia.
2 dia - Aranjuez / Chinchón / Valência.
De saída para Chinchón, passamos no parque da cidade de Aranjuez, para a despedida, que se estende por 5 km de comprimento, entre o rio Tejo e a estrada.
O Tejo, aqui, é um riozito de pequena dimensão...adolescente mesmo, bem diferente do adulto Tejo que conhecemos. O jardim é impressionante pela sua dimensão e é frequentado por gente a passear, a fazer caminhada e a fazer corrida.


Tudo é jardim/parque, do lado direito e até perder de vista...

A bicharadas vagueia à borda da estrada,

Chegamos a Chinchón

e fomos directos ao seu castelo em ruínas

com uma vista fabulosa

é impressionante como a Espanha se manteve fiel à sua independência agrícola, pois ao longo de todo o caminho se vê tudo tratado e cultivado até onde é possível. Vi extensões enormes de pastagens com gado e de forragens para armazenamento.
Em que estariam a pensar os nossos políticos, quando pagaram para se abandonar a agricultura e as pescas?
Os Paulos, de novo

Chinchón tem uma praça muito peculiar,

onde a madeira predomina nas varandas

Esta praça é o coração da vila e nela tudo se passa. Existe de tudo, desde cafés, talhos, lojas...tudo, até touros...pois é aqui se realizam as festas da vila, com o culminar duma tourada, dia 25 de Julho, nesta mesma praça.
Aqui, surge um pormenor curioso, pois a praça tem no seu centro um candeeiro em ferro fundido...os toiros por estas bandas têm de ter os olhos bem abertos.
Os seus cafés são bonitos e as gentes são simpáticas




os preparos para a festa já começaram

Entretanto seguimos rumo a Valência, local da próxima dormida. À semelhança de ontem, apanhamos muito vento lateral. Encontramos muitos parques eólicos...e até começo a acreditar que são estas "ventoinhas" que provocam tanto vento

A cerca de 45 km de Valência, deparámo-nos com um incendia impressionante e que nos acompanhou em todo o percurso com fumo e mais fumo, helicópteros e aviões, que nos molhavam, como se chovesse...a nós e à estrada.
Valência não se via sequer

Pelo que vimos nas notícias já arderam 50.000 hectares...e 1500 desalojados. Impressionante.
Chegados ao hotel, malas arrumadas e rumo ao almoço junto à praia


De seguida fomos ver o complexo arquitectónico do Arq. Calatrava, que, para mim, é mesmo muito bom,

quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Dia 29 - Valladolid / Coimbra
Chegado a Coimbra, cabe aqui referir, resumidamente, os dados finais desta minha aventura:
Percorri 13.500 km em 29 dias de viagem, somando cerca de 2.000 na paragem de 10 dias na Zona de Lorrach, com paragens de mais de um dia, fiz muita montanha, muita cidade...muita estrada, tenho a minha Fantástica oferecido-me uma média total final de 6.3 l/100km, o que para uma mota de 1300 cc, carregada e com Top Case, me parece excelente.
Viva o mototurismo.
Viva a minha Fantástica.
Até breve.
Percorri 13.500 km em 29 dias de viagem, somando cerca de 2.000 na paragem de 10 dias na Zona de Lorrach, com paragens de mais de um dia, fiz muita montanha, muita cidade...muita estrada, tenho a minha Fantástica oferecido-me uma média total final de 6.3 l/100km, o que para uma mota de 1300 cc, carregada e com Top Case, me parece excelente.
Viva o mototurismo.
Viva a minha Fantástica.
Até breve.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Dia 28 -Bordéus / Valladolid
Descansado da véspera, fui revisitar Bordéus sem grande esperança, dado que da última vez que cá estive não fiquei com grande impressão sobre a cidade.
À medida que me aproximava do centro da cidade, senti logo que algo se tinha passado de bom nestes anos e que não iria dar o tempo por perdido.
À semelhança do que me aconteceu em Bratislava, Bordéus também está outra cidade... e para muito melhor.
A cidade apresenta-se muito limpa, ordenada e conservada.
Era cedo, pouco transito e deu para caminhar e andar de mota pela cidade com vagar.
Impressionou-me como conseguiram acabar com o aspecto sujo e desmazelado que a cidade tinha, apresentando-se de cara lavada por todo lado. Nem graffitis vi, essa praga que desfigura tanto as cidades.
Tenho de reconhecer que, no geral da minha viagem, senti um grande retrocesso nos graffitis...ou avanço na limpeza dos mesmos.
Vou só apresentar alguns dos pontos principais da cidade.
A catedral que tem uma característica - duas entradas, qual delas a mais bonita e ambas se posicionam lateralmente.
Pena que ainda estava fechada.




A sua Maison de Ville,

A Maison du Vin, pois estamos numa grande região de vinhos de França.

Fui andando, maravilhado com as ruas, bem como os seus edifícios, todos limpos.
Grande esforço, que esta grande cidade fez por merecer.





A sua Ópera, com um belíssimo programa afixado,


A cidade nasceu voltada para o rio Garona, como Lisboa para o Tejo,







Antes de ir ver a cidade com a minha Fantástica, ainda passei pela,



Reparem na luz sobre o altar,

dada por esta entrada, no mínimo original, mesmo por cima do altar-mor, como se de um foco se tratasse,






Já de saída,




Segui para Vallodolid sem imaginar o calor que me esperava.
Foi aumentando ao longo do dia, para atingir os 36 pouco antes de entrar em Espanha e assim se manteve até Vallodolid, onde cheguei com 37. Bem bom...
Foi duro...mas faz parte do prazer de andar de mota. Obrigou-me a frequentes paragens para descanso e hidratação, o que torna a viagem um pouco aborrecida.
Nesta viagem, considero que tive muita sorte com o tempo, apesar de algum mau tempo, com chuva e trovoada.
Entre um e outro, prefiro a chuva...!
Dispenso-me de falar e visitar Valladolid que conheço bem e que é uma grande cidade, agradável e simpática.
Amanhã sigo para Coimbra, onde termino a minha viagem.
Antes de me despedir dos seguidores do meu blog que, para meu espanto, são muitos...com milhares de visitas, quero deixar aqui umas palavras.
Uns compram cruzeiros quando precisam de dar um novo rumo à sua vida.
Outros, como eu, agarram na sua mota, que no meu caso se chama Fantástica e partem solitários com o seu Eu para recentrarem a sua vida, pensar, pensar muito e fazer opções, na esperança de conseguirem felicidade e paz.
Foi o que fiz e espero conseguir junto dos que amo e que me amam.
Senti que o meu lema está mais actual que nunca :
" Andar de mota é tatuar Liberdade, em cada km, em cada curva...numa paixão de vida"
Adorei a viagem e a realização deste sonho foi algo que me completou profundamente.
Não posso e não quero, porque injusto, terminar estas crónicas sem me referir a um "casal"...que me acompanhou duma forma que nunca esquecerei.
Como sou um cavalheiro, primeiro as senhoras - a minha Fantástica.
Trata-se, para quem não sabe, duma Honda Pan-European ST 1300 A, com 126 cv, de 2007, por quem me apaixonei desde a primeira hora, muito fiel e duma fiabilidade a toda a prova.
Dum conforto e capacidade de resposta invejáveis.
Linda e com um silvo dos seus 4 cilindros, que fez virar muitas cabeças.
Sem uma falha ou um queixume.
A subir, como a rolar na estrada...e nas autobahn.
Uma Senhora. A melhor mota do mundo. A minha mota.
Agora umas palavras para o meu GPS - o meu Gipas.
Trata-se dum Garmin Zumo 660.
Igualmente fiel e fiável. Com chuva e com sol. Com um conjunto de informações úteis e práticas que nos dão uma segurança em viagem absolutamente indispensáveis.
Viva a tecnologia, que eu ainda bem me lembro do que era viajar de mapa na mão...
O Gipas que sempre tinha uma fala amiga, a minha central telefónica e o meu arquivo musical de 16 Gb.
O que sempre me valeu e me resolveu problemas que pareciam insolúveis, como na R.Checa, onde vi jeitos de ele perder a cabeça...e eu também.
Um senhor. O melhor GPS do mundo. O meu Gipas.
Termino agradecendo aos meus seguidores, pedindo desculpa por alguma falha, inerente ao facto de estar a fazer os posts na hora e no dia de chegada, com o cansaço natural de quem viaja.
Fi-lo com muito gosto e voltaria a fazê-lo.
Conheci melhor os meus limites e, eu e a minha Fantástica, fomos um só, numa cumplicidade apaixonante, por montes, montanhas, vales e desfiladeiros, num gozo que não se explica e só bem entendido por quem tem esta paixão.
Até um dia, que eu e a minha Fantástica andamos por aí, porventura em viagens bem mais pequenas mas com o mesmo encanto - viajar, ver e andar de mota.
Até sempre.
À medida que me aproximava do centro da cidade, senti logo que algo se tinha passado de bom nestes anos e que não iria dar o tempo por perdido.
À semelhança do que me aconteceu em Bratislava, Bordéus também está outra cidade... e para muito melhor.
A cidade apresenta-se muito limpa, ordenada e conservada.
Era cedo, pouco transito e deu para caminhar e andar de mota pela cidade com vagar.
Impressionou-me como conseguiram acabar com o aspecto sujo e desmazelado que a cidade tinha, apresentando-se de cara lavada por todo lado. Nem graffitis vi, essa praga que desfigura tanto as cidades.
Tenho de reconhecer que, no geral da minha viagem, senti um grande retrocesso nos graffitis...ou avanço na limpeza dos mesmos.
Vou só apresentar alguns dos pontos principais da cidade.
A catedral que tem uma característica - duas entradas, qual delas a mais bonita e ambas se posicionam lateralmente.
Pena que ainda estava fechada.




A sua Maison de Ville,

A Maison du Vin, pois estamos numa grande região de vinhos de França.

Fui andando, maravilhado com as ruas, bem como os seus edifícios, todos limpos.
Grande esforço, que esta grande cidade fez por merecer.





A sua Ópera, com um belíssimo programa afixado,


A cidade nasceu voltada para o rio Garona, como Lisboa para o Tejo,







Antes de ir ver a cidade com a minha Fantástica, ainda passei pela,



Reparem na luz sobre o altar,

dada por esta entrada, no mínimo original, mesmo por cima do altar-mor, como se de um foco se tratasse,






Já de saída,




Segui para Vallodolid sem imaginar o calor que me esperava.
Foi aumentando ao longo do dia, para atingir os 36 pouco antes de entrar em Espanha e assim se manteve até Vallodolid, onde cheguei com 37. Bem bom...
Foi duro...mas faz parte do prazer de andar de mota. Obrigou-me a frequentes paragens para descanso e hidratação, o que torna a viagem um pouco aborrecida.
Nesta viagem, considero que tive muita sorte com o tempo, apesar de algum mau tempo, com chuva e trovoada.
Entre um e outro, prefiro a chuva...!
Dispenso-me de falar e visitar Valladolid que conheço bem e que é uma grande cidade, agradável e simpática.
Amanhã sigo para Coimbra, onde termino a minha viagem.
Antes de me despedir dos seguidores do meu blog que, para meu espanto, são muitos...com milhares de visitas, quero deixar aqui umas palavras.
Uns compram cruzeiros quando precisam de dar um novo rumo à sua vida.
Outros, como eu, agarram na sua mota, que no meu caso se chama Fantástica e partem solitários com o seu Eu para recentrarem a sua vida, pensar, pensar muito e fazer opções, na esperança de conseguirem felicidade e paz.
Foi o que fiz e espero conseguir junto dos que amo e que me amam.
Senti que o meu lema está mais actual que nunca :
" Andar de mota é tatuar Liberdade, em cada km, em cada curva...numa paixão de vida"
Adorei a viagem e a realização deste sonho foi algo que me completou profundamente.
Não posso e não quero, porque injusto, terminar estas crónicas sem me referir a um "casal"...que me acompanhou duma forma que nunca esquecerei.
Como sou um cavalheiro, primeiro as senhoras - a minha Fantástica.
Trata-se, para quem não sabe, duma Honda Pan-European ST 1300 A, com 126 cv, de 2007, por quem me apaixonei desde a primeira hora, muito fiel e duma fiabilidade a toda a prova.
Dum conforto e capacidade de resposta invejáveis.
Linda e com um silvo dos seus 4 cilindros, que fez virar muitas cabeças.
Sem uma falha ou um queixume.
A subir, como a rolar na estrada...e nas autobahn.
Uma Senhora. A melhor mota do mundo. A minha mota.
Agora umas palavras para o meu GPS - o meu Gipas.
Trata-se dum Garmin Zumo 660.
Igualmente fiel e fiável. Com chuva e com sol. Com um conjunto de informações úteis e práticas que nos dão uma segurança em viagem absolutamente indispensáveis.
Viva a tecnologia, que eu ainda bem me lembro do que era viajar de mapa na mão...
O Gipas que sempre tinha uma fala amiga, a minha central telefónica e o meu arquivo musical de 16 Gb.
O que sempre me valeu e me resolveu problemas que pareciam insolúveis, como na R.Checa, onde vi jeitos de ele perder a cabeça...e eu também.
Um senhor. O melhor GPS do mundo. O meu Gipas.
Termino agradecendo aos meus seguidores, pedindo desculpa por alguma falha, inerente ao facto de estar a fazer os posts na hora e no dia de chegada, com o cansaço natural de quem viaja.
Fi-lo com muito gosto e voltaria a fazê-lo.
Conheci melhor os meus limites e, eu e a minha Fantástica, fomos um só, numa cumplicidade apaixonante, por montes, montanhas, vales e desfiladeiros, num gozo que não se explica e só bem entendido por quem tem esta paixão.
Até um dia, que eu e a minha Fantástica andamos por aí, porventura em viagens bem mais pequenas mas com o mesmo encanto - viajar, ver e andar de mota.
Até sempre.
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