quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dia 29 - Valladolid / Coimbra

Chegado a Coimbra, cabe aqui referir, resumidamente, os dados finais desta minha aventura:

Percorri 13.500 km em 29 dias de viagem, somando cerca de 2.000 na paragem de 10 dias na Zona de Lorrach, com paragens de mais de um dia, fiz muita montanha, muita cidade...muita estrada, tenho a minha Fantástica oferecido-me uma média total final de 6.3 l/100km, o que para uma mota de 1300 cc, carregada e com Top Case, me parece excelente.

Viva o mototurismo.

Viva a minha Fantástica.

Até breve.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dia 28 -Bordéus / Valladolid

Descansado da véspera, fui revisitar Bordéus sem grande esperança, dado que da última vez que cá estive não fiquei com grande impressão sobre a cidade.

À medida que me aproximava do centro da cidade, senti logo que algo se tinha passado de bom nestes anos e que não iria dar o tempo por perdido.

À semelhança do que me aconteceu em Bratislava, Bordéus também está outra cidade... e para muito melhor.

A cidade apresenta-se muito limpa, ordenada e conservada.

Era cedo, pouco transito e deu para caminhar e andar de mota pela cidade com vagar.
Impressionou-me como conseguiram acabar com o aspecto sujo e desmazelado que a cidade tinha, apresentando-se de cara lavada por todo lado. Nem graffitis vi, essa praga que desfigura tanto as cidades.

Tenho de reconhecer que, no geral da minha viagem, senti um grande retrocesso nos graffitis...ou avanço na limpeza dos mesmos.

Vou só apresentar alguns dos pontos principais da cidade.

A catedral que tem uma característica - duas entradas, qual delas a mais bonita e ambas se posicionam lateralmente.
Pena que ainda estava fechada.






















A sua Maison de Ville,










A Maison du Vin, pois estamos numa grande região de vinhos de França.











Fui andando, maravilhado com as ruas, bem como os seus edifícios, todos limpos.
Grande esforço, que esta grande cidade fez por merecer.























A sua Ópera, com um belíssimo programa afixado,















A cidade nasceu voltada para o rio Garona, como Lisboa para o Tejo,




























Antes de ir ver a cidade com a minha Fantástica, ainda passei pela,


















Reparem na luz sobre o altar,










dada por esta entrada, no mínimo original, mesmo por cima do altar-mor, como se de um foco se tratasse,


























Já de saída,



















Segui para Vallodolid sem imaginar o calor que me esperava.
Foi aumentando ao longo do dia, para atingir os 36 pouco antes de entrar em Espanha e assim se manteve até Vallodolid, onde cheguei com 37. Bem bom...

Foi duro...mas faz parte do prazer de andar de mota. Obrigou-me a frequentes paragens para descanso e hidratação, o que torna a viagem um pouco aborrecida.

Nesta viagem, considero que tive muita sorte com o tempo, apesar de algum mau tempo, com chuva e trovoada.

Entre um e outro, prefiro a chuva...!

Dispenso-me de falar e visitar Valladolid que conheço bem e que é uma grande cidade, agradável e simpática.

Amanhã sigo para Coimbra, onde termino a minha viagem.

Antes de me despedir dos seguidores do meu blog que, para meu espanto, são muitos...com milhares de visitas, quero deixar aqui umas palavras.

Uns compram cruzeiros quando precisam de dar um novo rumo à sua vida.

Outros, como eu, agarram na sua mota, que no meu caso se chama Fantástica e partem solitários com o seu Eu para recentrarem a sua vida, pensar, pensar muito e fazer opções, na esperança de conseguirem felicidade e paz.

Foi o que fiz e espero conseguir junto dos que amo e que me amam.

Senti que o meu lema está mais actual que nunca :

" Andar de mota é tatuar Liberdade, em cada km, em cada curva...numa paixão de vida"

Adorei a viagem e a realização deste sonho foi algo que me completou profundamente.

Não posso e não quero, porque injusto, terminar estas crónicas sem me referir a um "casal"...que me acompanhou duma forma que nunca esquecerei.

Como sou um cavalheiro, primeiro as senhoras - a minha Fantástica.

Trata-se, para quem não sabe, duma Honda Pan-European ST 1300 A, com 126 cv, de 2007, por quem me apaixonei desde a primeira hora, muito fiel e duma fiabilidade a toda a prova.

Dum conforto e capacidade de resposta invejáveis.

Linda e com um silvo dos seus 4 cilindros, que fez virar muitas cabeças.

Sem uma falha ou um queixume.

A subir, como a rolar na estrada...e nas autobahn.

Uma Senhora. A melhor mota do mundo. A minha mota.


Agora umas palavras para o meu GPS - o meu Gipas.

Trata-se dum Garmin Zumo 660.

Igualmente fiel e fiável. Com chuva e com sol. Com um conjunto de informações úteis e práticas que nos dão uma segurança em viagem absolutamente indispensáveis.
Viva a tecnologia, que eu ainda bem me lembro do que era viajar de mapa na mão...

O Gipas que sempre tinha uma fala amiga, a minha central telefónica e o meu arquivo musical de 16 Gb.

O que sempre me valeu e me resolveu problemas que pareciam insolúveis, como na R.Checa, onde vi jeitos de ele perder a cabeça...e eu também.

Um senhor. O melhor GPS do mundo. O meu Gipas.

Termino agradecendo aos meus seguidores, pedindo desculpa por alguma falha, inerente ao facto de estar a fazer os posts na hora e no dia de chegada, com o cansaço natural de quem viaja.

Fi-lo com muito gosto e voltaria a fazê-lo.

Conheci melhor os meus limites e, eu e a minha Fantástica, fomos um só, numa cumplicidade apaixonante, por montes, montanhas, vales e desfiladeiros, num gozo que não se explica e só bem entendido por quem tem esta paixão.

Até um dia, que eu e a minha Fantástica andamos por aí, porventura em viagens bem mais pequenas mas com o mesmo encanto - viajar, ver e andar de mota.

Até sempre.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dia 27 - Nantes / La Rochelle / Bordéus

Aproxima-se do fim a minha viagem e a realização do meu sonho. Começo a sentir o cheiro do meu país e a vontade de lá chegar também já é alguma, até porque, com excepção do Mont de Saint-Michel, foi mais um reviver que conhecer.

Claro que as cidades evoluem e, nesta viagem foi notório, o que me agradou muito.

Como tinha dito ontem, de manhã fui até Nantes,














Cidade grande, cuidada e limpa, não apresenta um centro histórico, propriamente dito.
Deslocar-me na cidade foi algo de único.
As motas e motorizadas circulam por todo lado e de qualquer modo. Com jeito, até em sentidos proibidos...!
A cidade está cheia de obras e de ruas totalmente cortadas, o que pôs o meu Gipas com os nervos em franja...





Encontrei a sua catedral que, francamente, não impressiona,



















Já esta, a igreja de St. Croix, a igreja querida dos naturais de Nantes, pelo que soube, simples e acolhedora, tocou-me bem mais,
















E aqui percebe-se porquê...está toda forrada, por dentro, com pequenas lápides com os nomes dos seus mortos na 1 Grande Guerra,














Contudo, a mais visitada e usada é a de St. Nicholas, que está quase toda limpa...ou algo parecido, porque achei a parte limpa muito artificial, como que tendo uma patine, sobre a pedra...não sou especialista, mas não gostei do que vi,





























Passei pelo teatro Graslin, que aberto para um ensaio de ópera, deu para muito rapidamente tirar estas fotos...


















Já que, por fora, está a ser restaurado e a sua fachada está tapada,












Entre outras coisas, fui ainda ao Palácio dos Ducs da Bretanha, que, muito francamente, pouco tem para apresentar, já que me pareceu que funcionam lá alguns serviços públicos, além do seu próprio museu que ainda estava fechado.




















Passei pelo Palácio da Justiça








E pouco mais há a assinalar.


Fui até Lá Rochelle, que não conhecia, à procura do almoço.

Cidade marítima e porto de abrigo, com tudo o que isto implica, de bom e de mau.
Notei, de imediato, a cidade muito limpa e muita gente.
O esforço de manutenção é grande, encontrando-se com alguma facilidade triciclos motorizados com um aspirador manual, para manterem tudo limpo.



A cidade vive do seu porto de abrigo,
























Apresentado aqui e ali alguns apontamentos,


























Como este casal com idade para terem juízo...e se estavam cansados,










Para a despedida,














Segui para Bordéus, que só visitarei amanhã antes de sair, rumo a Valladolid.


Até breve.

Location:Gradignan,França