Fui na direcção das praias da Normandia onde se deram os desembarques, no famoso Dia D, e que deram início à caminhada para acabar a 2 Grande Guerra.
Escolhi a Praia de Omaha, por ser aquela onde se deu o desembarque mais difícil e violento.
Fui direito a Colleville-sur-mer e depois Omaha, com tudo muito bem sinalizado.
Cheguei a Omaha,




Sentei-me nestas pedras, e o meu pensamento voou até ao Dia D...e ali fiquei sem dar pelo tempo passar, num misto de imaginação, respeito e orgulho, pelos milhares de homens que deixaram aqui o seu sangue nestas areias...
É arrepiante! Inesquecível!
Saí da praia e fui na direcção de um dos cemitérios.
Escolhi o americano por ser o maior e porque não me esqueço da entrega da nação americana em defesa da liberdade do nosso continente, não querendo com isto branquear outras situações com que, pessoalmente, não concordo.
Nesta foram grandes.
A entrada,


Para um autentico parque, irrepreensívelmente tratado e ironicamente bonito.
Tem várias citações conhecidas espalhadas ao longo da visita,


Tem um memorial com fotos da época e estão continuamente a passar documentários de como tudo foi planeado e decorreu.
Existe uma secção, mais intimista, onde está uma gravação a dizer continuamente os nomes de todos os que morreram... e foram milhares,





As cinco praias onde se deram os desembarques, sendo Omaha a segunda a contar da esquerda,

Para recordar,

Continuei pelo parque até encontrar o cemitério, onde está este anfiteatro com o esquema do ataque terrestre e aéreo e que serve de porta de entrada para o cemitério propriamente dito,







Aqui, prestei a minha singela homenagem, a um qualquer Eduardo a quem devo o facto de poder realizar esta minha viagem, por uma Europa que adoro...e livre.

Encontrei vários agrupamentos de escuteiros e outras organizações com gente muito nova a visitar o cemitério, bem como este pelotão francês,

A meio existe este pequeno edifício com o fim, presumo, de algumas exéquias,



Voltei a perder um pouco a noção do tempo, pensando de como seria importante que todos por aqui pudessem passar uma vez, principalmente os políticos, para que possam ter a lucidez de assumir de que tudo isto jamais se repita.
Mas a memória do homem é tão curta...!

Arranquei atrasado para o Mont Saint-Michel e mais atrasado fiquei com a caminhada de kms, a pé, que tive que fazer para lá chegar e do tempo que demora a visita, com tanta gente...e mais gente. Impressionante.



Aqui já bem perto e ainda sem saber a autentica " guerra " que foi para conseguir chegar lá acima à Abadia...





E aqui começa o fura, fura...





Isto não está fácil...e há que esperar, esperar...
Já estive numa fila como esta para visitar o Vaticano...e até se perde a vontade...felizmente que houve gente que até perdeu, o que sempre deu uma ajuda.


Depois de entrar já foi bem mais fácil,



As obras que prosseguem com a construção de mais estradas e, presumo, estacionamentos,

A evolução do Mont,




A Abadia duma austeridade tocante,







Lá em baixo uns passeiam, nas areias lodosas

Prossegui a visita e encontrei um claustro. As minhas desculpas pela falha,


Depois foi seguir a visita, bem imaginada, ao longo do complexo,













Já no fim da visita está uma exposição de fotografias de que destaco,



Já na descida,




Esta pequena capela com muita devoção,




E lá me despedi do Mont Saint-Michel,






Quando cheguei a minha Fantástica estava toda bem disposta, já que tinha tido companhia para ajudar a passar o tempo...

Esta demorada visita furou, por completo, toda a minha programação do dia e decidi não revisitar Rennes e seguir para Nantes, onde já tinha marcado o meu descanso...
Até breve.
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