Há males que vêm por bem e a perda das fotografias foi um deles...!
Ainda bem que as perdi.
Como era sábado, Budapeste estava desfigurada, quase sem transito, o que para quem tinha que parar, por vezes sem sair da mota, era o ideal.
Acabei por ir a mais locais, conhecer ainda mais cidade, tudo à conta da perda das fotos. Bom.
Comecei pelo meu bairro, que não pensem, era uma bairro qualquer...


Foi por esta avenidazita que saí do meu bairro, por cerca de 5 km, para o centro...





Já tinha estado em Budapeste, há bastantes anos e, na altura, encontrei uma cidade suja, muito suja, com um patrimonio degradado que metia dó, por conter tanta grandeza e beleza.
Nessa altura e já saídos da cortina comunista, para se virarem para o turismo, começaram, habilidosamente, por arranjar só as partes baixas dos edifícios principais, por onde circulavam os autocarros de turistas, bem como alguns pontos principais, caso do Parlamento, de visita obrigatória.
Hoje, o que me deu algum gozo, foi ver que já não é fácil encontrar edifícios desses, que os há, como estes,


Estando hoje a cidade de cara lavada, principalmente para quem, como eu, a conheceu de outra forma bem diferente, para pior.
O esforço deve ter sido enorme, mas a aposta está ganha, com o turismo que se vê e sente por todo o lado.
A cidade ganhou um esplendor que só visto, principalmente aqui em Peste.





Aproximo-me do Parlamento, que já conheço por dentro e que é imperdível.

Agora quase todo reabilitado por fora,






A luz era outra e fui tirando algumas fotografias,




E já temos a Basílica de Sto. Estevão ao fundo,

E agora aqui mesmo,

E por dentro,








Antes de arrancar rumo a Viena, ainda deu para mais umas voltinhas,







Já na saída,



Viva Budapeste.
Tinha alguma curiosidade em ver rever Bratislava, pois, na altura, não tinha ficado com a melhor impressão.
Cheguei, parei a mota e ouvi falar português atrás de mim...um rapaz novo, da Marinha Grande e três amigos brasileiros.
Vieram por 9 meses para Viena e estão cá vai para 10 anos...
Claro que quiseram saber da minha viagem e falamos da minha má impressão de Bratislava. Riram-se e só me disseram...que era assim era...mas já não é.
Aliás, eles vieram até aqui para se divertirem e variarem de Viena, porque vale a pena, dizem eles.
E como tinham razão, pois foi com dificuldade que reconheci a cidade.
Fico feliz quando vejo uma evolução destas.
A cidade está cheia de esplanadas, lindas e confortáveis.
E quando digo cheia é mesmo cheia, ao nível de Bruxelas, para quem conhece.
Não há quase rua nenhuma que não tenha uma esplanada. Incrível.




Como se pode ver, a cidade está bem conservada e reabilitada, muito limpa e com uma força turística de fazer inveja.
Fui almoçar no mesmo local onde já o tinha feito, o Café Roland,

E parti pela cidade fora,










Termino com um viva a Bratislava e com uma característica sua, muito própria - as estátuas em bronze pela cidade,




Já de saída para Viena, o topo da ponte por onde passei,

Já não era cedo e parti para Viena.
Viena continua uma cidade fantástica, civilizada, muito limpa, misturando, como poucas, a tradição com o modernismo dos grandes edifícios.
A cidade está completamente voltada para os milhões de turistas que recebe anualmente, com os seus edifícios recuperados ou a recuperar. Notável.
Se Budapeste é boa para se ver de mota...Viena, só mesmo de mota.
As suas avenidas de kms assim o convidam e exigem. É uma cidade de uma extensão muitíssimo grande.
Que me perdoem os meus seguidores, mas aqui ficam alguns apontamentos da cidade, sem o palácio de Schoenbrunn, que já conheço, porque tinha o propósito de percorrer a cidade por todo o lado ao sabor da corrente...e dos olhos e o tempo não dá para tudo. Há que fazer opções e a minha é ver e viver cada momento.
A caminho do centro numa avenida de 8 km...










Quando não há cão, caça-se com gato...

E cheguei ao centro da cidade,











E porque os cães também têm direito..sempre conheci locais como este e mais pequenos, para os cães poderem andar à vontade,

Continuei,








O centro enorme de Viena é todo ele assim, mostrando bem a cidade imperial que ainda hoje é.
Adoro Viena.
Os meteorológicos tinham dado possibilidades de chuva e trovoada para o fim da tarde e como tinha o propósito de conhecer Viena, ela toda, que não o centro, agarrei na minha Fantástica em topless e pus-me a fazer aquilo que mais gosto quando viajo - simplesmente ver!
E andei quase duas horas por essa Viena fora, quase sem parar, tendo hoje bem o sentimento de como é esta grandiosa cidade - Verdadeiramente imperial.
Talvez mesmo a melhor pérola do Danúbio.
Viva Viena.
Enquanto escrevo esta crónica, começou a chover bem e a trovejar, estragando-me um outro propósito, que era ver bem Viena à noite.
Estou a ver que não é desta. Não faz mal, esta é uma daquelas cidades a que se pode sempre voltar e voltar, mantendo sempre o interesse. Fica o desejo.
Ainda não decidi para onde vou amanhã. Vou ver a meteorologia.
Até breve
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