quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia 14 - Salzburgo

O boletim meteorológico dava possibilidade de aguaceiros para o fim da tarde.
Assim, resolvi procurar calcorrear tudo durante a manhã e de tarde andar conforme o tempo deixasse.
Deixei a minha Fantástica num ponto estratégico para a visita, que ontem tinha estudado e pus-me ao caminho, cidade fora, que aqui circula-se bem é a pé e de bicicleta.
Impressionou-me a força turística desta cidade, com as ruas apinhadas de gente de todas as nacionalidades, lojas e esplanadas cheias, num clima de festa e música, que contagia.








Dirigi-me para a casa da família Mosart e ver a outra margem do rio Salzach, o que me permitiu ver bem as duas margens, de uma das muitas pontes, esta pedonal, e dedicada aos amores...mas sem o romantismo de Verona,
















Passada a ponte, dei de caras com o








Desejoso do primeiro café da manhã, encontrei este, junto ao teatro, com bom café italiano e de onde se podia observar o Jardim Maribell,












Claro que o fui visitar e é, de facto, muito bonito, simples e bem tratado,
















Uma ONG, que não conheço, tinha espalhado pelo parque o nome dos austríacos que tiveram papel de relevo no salvamento de judeus durante a 2 guerra,








O jardim apresenta uns arbustos pendentes, que dá um ar engraçado ao conjunto,




















Paredes meias com o jardim temos as traseiras da








Cuja entrada é esta,




Naturalmente, não faltam igrejas na cidade, umas simples,












E outras bem mais ricas que, apesar de serem num estilo que não é o que mais aprecio- o rococó, merecem a reportagem, como esta Catedral de Salzburgo.
O que diriam, por Portugal, se mesmo de fronte duma catedral, existisse umas bancadas como estas para espectáculos?
































Continuei a deambular pela cidade, sentindo bem o pulsar desta linda e cuidada cidade, ainda que se confirme o que venho sentindo na Áustria - não existe mais a Áustria limpa e imaculada que conheci. Sinais dos tempos...




De repente dou comigo parado em frente duma galeria,




Com serigrafias, muito boas, dos pintores anunciados e efectuadas por,




Os preços ficavam entre 2000€ e 5000€.












Mas tinha originais...que não tinham preço...
Deixou-me tirar a este Dali, para recordação, mas pediu-me para não tirar a mais nenhum, como um Miró, que adorei, feito em cima duma folha de jornal.
Um dia serão leiloados, foi-me dito.




O dono da galeria, bem simpático, acompanhou-me e prestou todos os esclarecimentos, voluntariamente, sobre as principais obras, num inglês calmo e perceptível. Simpático.




Continuei e dei com uma loja especialista em ovos.
Ovos decorativos para todos os gostos e ocasiões. Impressionante.
Ao perguntar se podia tocar deram-me um para a mão e, de imediato, partiram um e vi que era mesmo ovo...sem gema, claro




















É muito ovo...




Estava curioso de ir lá acima à Fortaleza que domina a cidade.
Funicular acima, e lá vou eu,












A chegada,




E a Fortaleza,












Com uma bela panorâmica sobre a cidade e que vale o passeio,
















Dentro da Fortaleza existe um museu de marionetes, bem engraçado.












Desci e continuei pela cidade à procura do almoço,








Até que dei com o homem de quem mais se fala - Mozart.




Esta rua é a mais concorrida da cidade e nem a Zara falha com a sua placa própria...




Nem o Mac, que, com o seu Leão, subiu na minha consideração...








Ao percorrer a cidade encontramos várias placas alusivas a personalidades, para lá de Mozart, que, ou nasceram, ou viveram ou morreram nesta cidade, mostrando assim, orgulhosamente, o seu passado.












Esta, na casa de Franz Schubert.




Como apontamento, e enquanto escrevo este post, desata a chover a cântaros...o que me faz feliz, por ter apostado em fazer tudo de manhã.
Por aqui, a liberdade é mais que muita e esta senhora que tinha idade para ser minha mãe, aqui estava, calmamente, a dar aso à sua imaginação.








Enquanto outros jogavam xadrez...




Começo a ouvir ao longe uma harpa...e música celta.
Encontro este músico, de mão cheia, apaixonado como eu por música celta, que tocava divinalmente.
Ouvi-o por longos minutos, deliciado a ver aquelas mãos, como se de uma fada se tratasse. Ao ver-me ali parado, ofereceu-me uma música, que agradeci.
Falamos sobre a música celta e, inevitavelmente, sobre a minha viagem. Comprei-lhe um CD, de edição artesanal.
Isto é Salzburgo.




Termino com esta homenagem às centenas de prisioneiros que, durante a 2 guerra, reconstruíram esta ponte, com muito sacrifício pessoal,




Viva Salzburgo.
Até breve.

Location:Maxglaner Hauptstraße,Salzburg,República da Áustria

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