Saí de Turim, com a ajuda do meu Grande amigo Gipas, com destino a Pavia, que tinha alguma curiosidade em conhecer.
Aproveito para dizer que a minha opção quanto ao Gipas, foi limitá-lo a estradas sem portagens (ainda não paguei nenhuma), sem transito e pelo caminho mais rápido.
Esta simbiose tem-me levado, muito descansadamente, por estradas mais secundarias, com muito menos transito e onde se pode rolar mais à vontade, para além de viajarmos sentindo completamente o pulsar de cada terra e de cada país. Recomendo, para mota, claro está...
As estradas italianas são bem diferentes, para pior, que as francesas. Mais estreitas, piso parecido com o nosso, ou pior e buracos. Até mesmo alguns troços de AE que apanhei, não paga, vê-se bem que são italianas.
Mas vamos ao passeio.
Impressionou-me até Pavia a quantidade de km, dum lado e de outro, da estrada, de arrozais. Até parece que estamos na China...

Aliás, tenho de realçar que os italianos, à semelhança dos franceses, também cultivam tudo...manias de alguns povos...!
Pavia,

é uma cidade pequena, com o seu castelito,


onde, dentro, se realizam espectáculos. Por aqui, todos os monumentos, com raras excepções, são utilizados para algum fim, dando-lhe vida própria e sentido nos dias de hoje,

à saída um hotel...para mortos,

E já agora mais uma igreja para compor e aliviar,

Roma, percebo porque não se fez num dia...agora Pavia, só mesmo pela rima.
Segui para Cremona e em boa hora o fiz, pois fui surpreendido pela positiva.
Esta sim não se fez num dia e faz juz à sua história.
Cidade bem tratada, limpa e com um centro histórico muito bonito e cuidado.


A cidade de Stradivarius,

Apresenta as suas ruas com galerias e arcadas com lojas e muita vida, quer de nacionais quer de turistas.
As suas gentes apresentam-se bem arranjadas e o parque automovel não é de desprezar. Muita gente de bicicleta.



O restaurante onde almocei e onde, curiosamente, a dona me questionou de onde eu era, conhecia Tomar e o nosso Convento de Cristo, bem como o Mouchão. Quando lhe expliquei qual era o meu projecto, invariavelmente, a mesma frase incrédula..." Que aventura ".

Algumas vistas da cidade,

e da sua vasta zona pedonal...








de partida para Verona,

apesar disto tudo, como me tinha levantado cedo, cedo cheguei a Verona. Resolvi, depois de banho tomado, partir de imediato para o centro e começar a adiantar serviço.
Os arredores de Verona são bem cuidados e agradáveis, mas a cidade...é algo que, de tão bonito, é difícil de descrever.
Que cidade !
Está sim, é maravilhosa, cuidada, bonita, repleta de monumentos e de história em cada pedra, em cada rua.
As ruas são quadros vivos onde não, me canso de fotografar. Abençoadas máquinas digitais...
Na fronteira da cidade velha,

uma das portas de entrada da cidade velha,

Outra,

E a loucura de cidade, património da humanidade,

Com alguns apontamentos, porque esta cidade só a vivendo e sentindo em cada passo, o que deve ter sido, em mais de mil anos de história...e que história...
A cromografia dos edifícios, por toda a cidade é lindo de ver,

as suas Arenas, onde se produzem, normalmente, espectáculos de ópera.
A temporada de ópera, estava bem visível em cartaz e é importante, pelos elencos que trás,

Presenciei mesmo a entrada e o autentico desfile de modelos...a entrar para a ópera,

Os músicos atravessando a praça a pé...espero eu, que o contra-baixo tenha tido ajuda,

Jantei no restaurante por baixo da casa do Garibaldi, mais uma salada belíssima, com passagem de modelos...e ouvir ópera, que entretanto tinha começado.
Um luxo!


Claro que já tinha andado pela cidade, extasiado e onde palmilhei kms,




Nem um filme consegue transmitir o regresso no tempo, nesta cidade,




claro que já estão a pensar...e a Julieta ?
Ei-la,

Com a sua varanda,

Neste contexto,



Com as suas juras de amor escritas,

e, como já não há espaço permitido para o efeito, surgiu esta ideia, com centenas de cadeados, espelhados por vários pontos do pátio,


E pensarão...então e o Romeu?
Também tinha casa...mas coitado, as juras que tem são poucas,

afinal em que é que ficamos? Quem é mais romântico?
Continuei,







O dono, gentilmente, deixou-me entrar...e conversamos, sobre Verona e a minha viagem,




Apesar de ter algumas subidas, bem boas, anda-se de bicicleta,

A Catedral de Verona,

e o seu campanário,

Só mais alguns flashes,



A noite chegou e uma magia inexplicável apoderou-se da cidade. Um dia que volte, vou fotografá- la toda de noite, devidamente equipado,





Compreendem agora porque ontem estava cansado e já não dava para mais?
No dia seguinte, após noite bem dormida, fui até ao Lago di Garda.
Subi-o por uma margem, atravessei-o de ferry e desci-o por outra, até Sirmione, que fica num istmo bem ao meio do lago.
O passeio é bonito e o lago também. É enorme, a perder de vista, tendo ao longo das suas margens, autenticas zonas balneares, vilas e vilarejos, bem arranjados, acessíveis por uma boa estrada.
O Lago,

Onde se pratica muita vela, com veleiros já de porte médio,


Ao longo da estrada, encontrei várias zonas de lazer e banho,

O calor começava a apertar (mal eu sabia que iam estar 37) e ainda pensei em dar uso ao fato de banho...mas informaram-me que a água era fresquinha e desisti.
A terra que dá nome ao lago - Garda,



Cheguei a Torri, onde iria atravessar de ferry para a outra margem,

a minha Fantástica, orgulhosa e linda, no seu lugar, para o embarque.

de topless que agora não quer outra coisa...até bronzeia as partes baixas !!!
E chega o ferry,

e a minha Fantástica mete conversa e ganha a companhia de 2 Checas e uma Italiana. Para começar nada mau...


Os donos das Checas cumprimentaram e meteram conversa. Mais uma vez...o desabafo - Que aventura...!
Disse-lhes que ia para a terra deles e perguntei-lhes quando iam à minha...riram-se e disseram que n〠p€diam e que era a primeira vez que saíam.
De mota, também eu...e voltaram a rir-se.
Boa companhia.
Esta Panzer andou a fotografar a minha Fantástica...que até se encolheu com medo,

Durante a vigem,





Estes vieram de bicicleta...todos, mesmo todos, o casal e os dois filhos,

A chegada,



As filas de transito são desanimadoras, pois são kms e kms de carros parados ou andar lentamente, a tentar chegar aos vários locais de veraneio,

Cheguei a Sirmione, onde tinha destinado almoçar.
É um lugar pequeno, simpático, de onde parte e chega uma rede enorme de ferrys, para todos as cidades do lago.
Tem um forte engraçado e um mar num tom de azul esbranquiçado,



Por dentro,


E como estavam ali para subir...lá vou eu,

E resultou numa vista bonita, sobre Sirmione,







E tive que sair lá de cima por aqui...

Tudo visto, não era tarde, e resolvi ir almoçar à "minha" cidade - Verona.
Tinham ficado umas pontas por resolver...como,
O interior da Catedral, que ontem estava fechada,





Com muito Ticiano e alguns frescos,


Faltava a Basílica de S. Zero...e ver aquela que mais me tocou e mais gostei.
É lindíssima.
Há sempre algo em cada cidade que nos toca mais. Aqui, foi seguramente esta basílica, apesar de, ou talvez por isso, menos rica que a catedral.
Tem uma Fundação, particular, para cuidar dela e orientar o seu restauro, que está, praticamente, pronto por dentro e completo por fora. Recebeu inclusivamente um prémio da UE por isso.
Vive largamente da contribuição popular. Contribuí, que bem merece.
Ei-la, sem muitos comentários, que as imagens falam...







A cripta,


O original,

Os frescos,




O Tríptico do altar,

E alguns pormenores do exterior,




Para me despedir desta maravilhosa cidade, subi ao Castelo de S. Pietri, que mais não é do que um miradouro priveligiado sobre Verona,







Adeus Verona.
Até um dia, pois fiquei com vontade de voltar.
Amanhã sigo para Como.
Até breve,
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