Lá acabei por ter que vestir o fato de chuva e por-me ao caminho.
Ao fim de meia hora, parou de chover e o tempo foi abrindo.
Cheguei a Arles já com sol. Parei a minha fantástica onde me mandaram, deixando o meu saco de deposito à guarda do arrumador...e resultou,

Parti assim mais leve para ir ver Arles, que vale bem a pena.

Uma nativa bem simpática e sorridente, que esperou que eu tirasse a foto anterior

Arles é uma cidade de origem romana, julgo eu, que tem a particularidade de estar ligada ao mar por um grande canal.
Aliás, nesta região, encontrei vários canais.
É uma cidade com vida, arranjada com gosto e onde a imigração, ao contrário de Nimes, se existe não se vê.
As pessoas são solicitas, simpáticas e nota-se que a qualidade de vida é flagrante, desde o vestir, ao comércio e ao parque automóvel.
Comecemos pela Camara Municipal

Com a sua fonte e um concurso de fotografia anunciado de forma curiosa,

na mesma Praça, a Basílica






Vêem-se, à boa maneira francesa, muitas casas com sardinheiras e trepadeiras,


E os estabelecimentos comerciais não fogem à regra, existindo muitas esplanadas pela cidade,

Temos também aqui as Arènes,

Bem mais limpas e tratadas

Estando a montar um espectáculo, lá dentro, para um filme,

Um anfiteatro

Com um palco para espectáculos, lá dentro,

A cidade e o seu canal,




Saí daqui, de novo, com a alma cheia e com a certeza de que é uma cidade onde, certamente, vale a pena viver.
Gostei.
O meu Gipas escolheu uma estrada até Aix-en-Provence, verdeiramente encantadora. Um regalo para os olhos, onde a vinha e os pomares dominam o horizonte.

Reparem que os pomares estão cobertos com uma rede. São kms de rede por todo o lado, para os proteger do graniso, que aqui é fluente,

Mas eu procurava os campos de alfazema que o Sr. Rembrant imortalizou...e nada... Até que me veio o cheiro a alfazema, aqui sem flor

Mas aqui com elas,

A dada altura cruzei-me com o TGV,

Cheguei a Aix e nao consegui ir ao centro da cidade. Tentei por vários lados e eram filas paradas de transito, ambulâncias e policia.

Segui viagem, rumo a Sisteron e o meu Gipas escolheu uma estrada que, de inicio, pensei mesmo que tinha gripado da cabeça...mas não, é espectacular e assim se manteve até Turim, de tal modo que cheguei com os punhos cansados, o que é normal, com tanta curva e montanha. Mas gozo...mais que muito.


Aliás, esta ida a Turim só existe por isto mesmo. Recomendo vivamente a quem a queira fazer de mota.
São desfiladeiros lindos, com estrada de segunda e terceira categorias, que são um espanto. Pena é que o rio que nos acompanha esteja tão franquio.
E no trajecto surge uma água dum azul celestial, no mínimo e uma barragem colossal,


Vejam só, primeiro a jusante, que eu ia a subir,


Metia impressão o barulho da produção e condução da energia. Reparem à esquerda o paredão da barragem, em pedra sobreposta

A barragem,



Uns companheiros holandeses que apareceram e cumprimentaram,

E a minha Fantástica a descansar...

A caminho de Briançon a paisagem e a envolvência, só mesmo vividos...nem dá para descrever tanta beleza...eu e o som da mata naqueles desfiladeiros, vales e montanhas,







Aqui uma homenagem ao caminheiro,





Bem no cimo, a mais de 2.000 m. Eram mesmo muito teimosos...

Um dia em cheio.
Até breve,
Amigo, já passou uma semana que teve início a tua grande aventura. Pelo que nos contas está tudo a correr bem, as decepções são poucas, e julgo que o melhor está para vir. Obrigado por nos dares a conhecer paisagens, locais e monumentos extraordinários acompanhados dos teus comentários esclarecedores. Continua a disfrutar.
ResponderEliminarum grande abraço e até daqui a dias.
jorge